quinta-feira, 31 de março de 2011

Depois de mais de um mês...

Realmente eu estava sem vontade de fazer muitas coisas por me sentir impotente frente à algumas "vontades" e problemas.
Tentarei escrever mais, afinal é principalmente para mim que escrevo e não é bom ficar sem me dar notícias.
Nesse período de ausência estive de folga do trabalho e em retorno às aulas, o qual foi bem ruim; não devido às aulas em si, mas devido a um problema burocrático na minha matrícula da faculdade. Demorou quase um mês para eu conseguir me matricular  na quantidade de disciplinas que eu queria (05). Isso não é de agora, já aconteceu antes; tentarei uma solução com a coordenadora. Já até me aconselharam entrar com um processo judicial.
Mas em fim, estou estudando e, agora mesmo, parei de estudar TOXICOLOGIA I, pois me deu uma vontade repentina de escrever aqui.
Estou cursando: Toxicologia I, Citologia Aplicada, Atenção Farmacêutica, Bromatologia II e Bioquímica Clínica II.
Tenho mais dois BLOG'S do meu trabalho para cuidar. Um deles estava meio abandonado e o outro foi feito recentemente.
Abaixo algumas fotos de um dia que aí de casa à tarde para caminhar pela praia e só voltei à noite (mais de 00h)

Ponte do Ingleses

Ponte dos ingleses olhando para a antiga ponte

Local onde será construído o nosso Aquário



Só reparando a sujeira da praia em dia de semana






Estou agora 5Kg mais magro que nesta foto

Tenho que lembrar de sorrir sem muito entusiasmo para não fica com rugas (não tenho, de verdade)







Adorei este "novo" espaço e outro desse está sendo construído.


Olha quem passou  bem pertinho de mim.



Aqui estou em um lugar perto da praia; em um show de humor.






Olha o visual desta criatura

Espectadores também podem colaborar com a comédia


Não lembro no que ele estava falando quando fez este gesto

Esculturas em madeira em um hotel na Beira-Mar.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eu não sei parar de te olhar, não me canso de olhar.

Sem vontade de dormir.
Sem vontade de comer.
Sem vontade de ir à aula.
Sem vontade de esperar mais.

Apenas faço o que dá vontade, afinal, estou andando olhando para os meus pés.

Eu queria poder fazer mais coisas.



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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Crescente e doloroso

Será que somente eu penso dessa forma?
Considero-me tão normal e os outros tão estranhos.
Mas como sou a ínfima minoria; eu que sou o estranho.
Será que elas sentem essa dor?
Será que elas sentem este peso?
Será que pediram algum dia aquele mesmo presente?
Será que simplesmente também caminham olhando apenas para os pés?
Parecem tão vazios?
Tão iguais.
Não acho que são providos dos mesmos sentimentos e angústias.

Fiquei muitos dias sem escrever. 
Percebi, já há algum tempo, que se eu simplesmente viver o que tem que ser vivido naquele dia, tudo não parecerá tão ruim. E assim eu tenho vivido desde o início deste ano. 
Escrever sobre minha vida ou sobre o que penso me faz pensar ainda mais sobre tudo. Uma vez eu mesmo disse a um amigo que comentou que estava pensando na vida: "Pense muito não, que não é bom".
Tem momentos que tenho tanto o que fazer e problemas sérios a serem resolvidos que eu simplesmente os ignoro e faço outras coisas completamente diferentes. Isso pode parecer muito irresponsável, mas isso para quem não vive a minha vida. Faço o que posso e me sinto já bem cansado. Não sei se sou forte ou fraco demais; isso só meu melhor amigo poderia me responder, mas ele jamais fará isso enquanto eu viver.

Hoje me deu vontade de escrever aqui devido a um filme que assisti agora pouco: "O amor e outras drogas".
A princípio é só mais um filme romântico com uma historia de um homem e uma mulher que se conhecem, se apaixonam  e serão felizes para sempre ou um dos dois morrerá no final; para ser trágico e fazer o povo chorar. Mas não é bem assim. Identifiquei-me com o filme só mais para o final e em especial com as seguintes frases:
"Não quero essas pessoas; quero nós; quero você".
"Às vezes as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria acontecem."
"Você encontra milhares de pessoas nenhuma delas te tocam. E então encontra uma pessoa e sua vida muda para sempre."

Essas frases do filme representa o que eu concluí já algum tempo e são como "sinônimos" quando eu digo que as pessoas não se enxergam; só duas pessoas em toda a minha vida olharam para mim e eu tive a convicção que eu estava sendo realmente visto, apreciado e tudo o que eu era estava bem claro para estas pessoas. 

São pouquíssimas as pessoas que têm o poder de mudar a vida de alguém; às vezes o fazem sem nem ao menos perceberem; sem nem ao menos notarem a grande importância que elas têm.

Não sou especial.
Não sou menos pecador.
Não sou o mais forte.
Não sou bonito.
Não sou sempre gentil.
Não sou sempre simpático.
Não sou adorado por todos.

Para me adorar, me amar, me respeitar, me ver "grande" é preciso mais que um simples "oi", um simples "tudo bem?"; é preciso bem mais. 

As pessoas têm cada vez menos tempo umas para as outras; para parar pra pensar nas outras pessoas. 

Sou mais simples que qualquer pessoa pode imaginar; muitos me acham complicado e chato.

É o vazio que me causa dor.
É o vazio que pode fazer com que esta dor pare e nenhuma outra se estabeleça.
Eu agradeço a Deus todos os dias por tudo que bom que vivi e tudo de bom que está a minha volta.
Não consigo esperar muito mais.
Não consigo entender muito mais.

Nossos maiores problemas são causados por nós mesmos e não temos ciência disso. Eu ainda não sei o que de tão mal eu faço.

Conheço pessoas que se sentem sós, mas sem querer acabam elas mesmas se isolando e evitando contato com quem lhe que bem.
Conheço pessoas que sofrem por não terem um amor, mas seguem um caminho que nunca as levará ao encontro e merecimento de alguém decente e realmente companheiro. 

Devemos pensar mais nos nossos próprios erros, em nossas próprias vidas, mas não muito.

O meu sonho é tão comum; são só algumas bobagens.
Até pareço uma criança, querendo ganhar aquele brinquedo.
Já vivi muitos sonhos: coisas que queria fazer e já as fiz.
Muitos sonhos ainda tenho a serem vividos, mas eu acho que nunca os viverei.
Não terei tempo.
Não terei força.
Não terei ajuda.
Não terei bons olhos que me enxerguem.
Será que também sou só mais um cego e deprimente?
Só sei que acordarei e direi que hoje será um dia bom.
O que me importa tudo aquilo?
Não terei tempo mesmo, pois ele não passa; ele voa alto e bem rápido.
Aqueles dias foram muito bons; parecia não me faltar quase nada.
Aqueles dias se foram com esperança de um dia retornar de outra forma, melhor e mais consistente.
Será que realmente era tão difícil mudar pequenos detalhes para continuar evoluindo naquele caminho bom?
Acho que não.
Por isso e por muitas outras coisas eu ando apenas olhando para os meus pés; eu até consigo sorrir.
É triste, mas é a real: só é eterno até que dure.
Vocês são cegos e deprimentes.








quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Espero que ele me encontre, assim como eu o encontrarei.





Por favor, me encontre – A cidade sem ninguém.

Houve uma vez que eu perdi uma coisa valiosa
Foi um acontecimento terrivelmente doloroso
Meu coração ainda dói.
Algo terrivelmente doloroso.
A dor, a dificuldade de continuar, após perder alguém tão querido.
Mas eu estou procurando.
Por isso que estou procurando.
Eu sou eu e eu sou um “deles”.
Eu sou eu e não sou humana.
Mas apesar disso eu me amo porque eu ou eu.
Posso amar porque aquela pessoa é aquela pessoa.
Aquele só para mim.
Eu que aquela pessoa me preenche por completo.
Fico feliz quando aquela pessoa sorri.
Fico feliz quando aquela pessoa está ao meu lado.
Diferente dos outros, aquela pessoa é especial.
Eu o encontrei.
Minha pessoa querida.
Minha pessoa especial.
Aquele só para mim.

Espero que ele me encontre.
Assim como eu o encontrei.
E me apaixonei porque ele é ele mesmo.
Espero que ele me encontre.
Há coisas que eu posso fazer porque eu sou eu.
Há coisas que eu não posso fazer porque eu sou eu.
Espero que ele me encontre.
Espero que ele se apaixone por mim porque eu sou quem eu sou.
No meio de tantos “deles” e de tantas pessoas, eu quero que ele me encontre.
Quero que ele se apaixone por mim.
Mas se ele não conseguir me achar...
 Texto de um livro do anime CHOBITS

Ao olhar CHOBITS por cima e sem considerar detalhe algum, simplesmente consideramos tal anime como se tratando de uma história ridícula de um garoto de 18 anos que se apaixona por um robô totalmente eletrônico e programável. Quando li a sinopse também pensei isso, afinal sinopse não são para descrever ou explicar nada de um anime e sim apenas fazem um esboço do que se trata.

Chobits é o nome dado a um tipo especial de computadores capazes de realizar atividades muito além dos outros computadores normais. Na história desse anime os computadores foram personificados, ou seja, deram aos computadores a forma humana, capazes de falar com você, estudar com você, ir caminhado até onde você for, sentir dor e até tomarem banho. Daí se percebe que não são meros robôs, daqueles que já vimos em filmes de ficção científica e sim computadores que se usam no dia-a-dia só que em forma de uma pessoa.
Como já foi citado, exista uma tio especial desses computadores chamados de Chobits que são capazes de fazer coisas que vão além do que foram programados para fazer, como terem opinião própria e até se apaixonarem por alguém, que o caso de uma das personagens principais, a Chii.
Esses computares em forma de pessoas estão em toda parte e até acabam por diminuir a relação entre seres humanos. Basta imaginas que hoje ficamos muito tempo em um computador, imagina se for um computador que faz tudo que você pede e ainda tem a forma humana.
Muitos humanos desse anime acabam por se apaixonarem por seus persocons (nome dado aos computadores), sendo até mostrado um caso em que um homem se casa com seu persocon e esse fato impressionante até vai a televisão.
Tirando a visão superficial que se pode ter podemos enxergar que o autor (CLAMP) quis nos expor. As relações interpessoais são muito difíceis ou até impossíveis; há pessoas que não conseguem conviver de forma alguma com outras. Um persocon não reclama, não precisa se divertir, não desejará impor sua opinião, não envelhece, não exige atenção e carinho. Um persoscon fará auilo que foi programado para fazer, é submisso a seu mestre (dono), faz o possível para agradá-lo (até se danificar ou se destruir), é atencioso e ainda recebe e-mails, te ajuda nos estudos, acessa a Internet, funciona como telefone móvel, faz suas refeições, está sempre a sua disposição, limpa sua casa e trabalha de graça. Como é possível haver atrito com algo assim? Como é possível competir contra um persocon.  

Algumas personagens humanas se sentem deprimentes por não poderem fazer tudo que um persocon faz e é até mostrado um caso em que a esposa é esquecida pelo marido que gosta de estar mais com sua persocon do que com ela (esposa).

É impossível eu ou qualquer pessoa agradar 100% a alguém; sempre teremos algo que desagrada a este alguém, mesmo sendo uma pessoa que nos ama e respeita.

As pessoas estão tendo contato cada vez maior com máquinas do que com outras pessoas em seu dia-a-dia. Nos tornamos dependente de muitas tecnologias, criamos cada vez outras novas e não aperfeiçoamos a relação pessoa a pessoa. E dessa forma sempre existirão guerras, assassinatos, agressões e diversos outros problemas.

Está cada vez mais difícil de encontrar aquela pessoa especial, aquela pessoa só para mim e que me acompanhará no caminho da minha vida, da nossa vida. Dentre tantas pessoas que há neste planeta eu queria ao menos só para mim e eu seria só para ela.

Temos cada vez mais amizades superficiais e momentâneas. Nem com nossos familiares temos mais contato. Matamos qualquer pessoa, sendo ela desconhecida ou não. Pois é isso, o ser humano é capaz de muitas coisas ruins e deprimentes. Se o ser humano tivesse algo que, mesmo sendo mal tratado ainda sorriria para ele, esse algo seria muito bem aceito.