quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por que tu não me chamas?

O nosso mundo é uma incógnita. Até alguns fenômenos naturais e a existência da vida são mistérios ainda não totalmente desvendados. Olho meu passado, meu presente e tenho muito medo do meu futuro; é algo tão incerto. Por que este mundo tem que ser assim tão injusto e complicado? É sim possível todos viverem muito bem, em paz e felizes; este plante dispõe de recursos suficientes para todos.
Muitas vezes penso se vale a pena eu levantar da minha cama pela manha e fazer quase as mesmas coisas que fiz no dia anterior e, às vezes, até sofrer as mesmas coisas. 
Agradeço a Deus todos os dias por eu ter conseguido caminhar até onde cheguei.
Existem momentos em que paro para pensar no meu futuro e no que eu quero conquistar, mas tudo me parece muito difícil e até impossível, pois o tempo passa e a minha vida tem um limite de existência ao qual eu não temo se for curto; às vezes temo que seja longo demais. 
Eu conquistei coisas que quando eu tinha 19 anos eu almejei, demorou, mas consegui. Mas, na minha atual situação, não sei se consigo mais. Estou sentindo aquele peso.
Hoje é o ultimo dia do ano e ele não vai ser como eu esperava, mas eu estarei bem e confortável.
Seria tão mais fácil se tudo acabasse agora ou que ao menos eu soubesse o dia em que poderei agradecer com muita felicidade a Deus por ter me concedido aquele  privilégio.
Há momentos que penso que viver é morrer aos poucos.



Vem noite, madrugada
Meu medo solidão 
Clama teu nome,
Nada de ti manifesto, 
Ao lado dor, longe afeto...
Acostumar- se com teu silêncio
Estirpados desejos, 
Carinhos distantes...
Sofrimento, renúncias
Alegrias vividas
Meu Deus,
Por onde andas, 
Por que tu não me chamas...
A lua vem, proclama
Tertúlias, invocações
A Dama da Noite cruel, 
Invade minha insônia
Trazendo nada além do leito,
Lâmina ceifando metades,
Nossas almas,
Esperança saudade
Nosso antigo chão...


25/04/2010




O que será que devo fazer? Ou não fazer mais nada?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Oportunidades a quem realmente não precisa.

Muitas vezes já pensei em pessoas que levam a vida de um modo bem mais fácil, em que é bem mais simples obter certas coisas que elas desejam. É fácil perceber pessoas assim, pelo menos para mim. Quando tento obter algo e vejo esse tipo de pessoa conseguindo, sendo que eu preciso mais, dá uma sensação de injustiça e de incapacidade. Se um dia eu estiver em posição de escolher entre alguém que visivelmente pode obter outras coisas que quiser e entre outra que depende bastante daquela oportunidade que lhe surgiu e não irá se deparar com outra tão cedo; lógico que escolheria a segunda. Parece que as pessoas que estão em tal posição não pensam muito nisso e dão mais oportunidades a quem já as tem. Tomara aquela garota consiga!

É isso mesmo, o dia não começou muito bem, mas é assim mesmo, tenho que aceitar. Ao menos passei uma boa tarde e uma boas noite ontem. Só espero que aconteça outras assim. 

Parece então que 2011 não vão acontecer muitas mudanças boas e também não vou ainda deixar de ser professor. Mas é só o que parece, talvez algo novo e alguém novo aconteça. 



domingo, 26 de dezembro de 2010

O inimigo não é GANTZ.

Hoje, às 04h45min da manha, eu terminei de assistir ao anime chamado de GANTZ. E só ultimo episódio pude compreender qual a mensagem que o autor queria transmitir ou pelo menos o que me foi transmitido.


Anime é arte e deve ser apreciada como tal. Não acho que seja apenas histórias que são feitas para serem assistidas de forma superficial, em que tem uma história central com início meio e fim. Anime é algo a ser interpretado, verificado os detalhes, a função de cada personagem na história e qual a história deste personagem para se encaixar bem em um determinado anime.

Quando se fala em anime a grande maioria das pessoas imagina logo um desenho animado para crianças se ocuparem de forma divertida e talvez até didática, mas não é assim. Existem muitos animes que não devem ser vistos por crianças e outros até por adolescentes. Isso pela complexidade de idéias exibidas pelo autor ou pela violência ou exibição da realidade de forma exacerbada. São exemplos de animes desse tipo GANTZ (2004), Koukaku Kidoutai (2002) e Elfen Lied (2004).






A idéia que GANTZ nos transmite, aparentemente, é de um jogo sanguinário e real em que muitas pessoas morrem tentando alcançar o objetivo de eliminar alienígenas que vivem ocultamente na sociedade. O último episódio faz os telespectadores refletirem sobre alguns fatos dos episódios anteriores e a perceber que aquelas pessoas que morreram e foram colocadas naquele “jogo” não foram escolhidas aleatoriamente.
GANTZ exibe bem algumas das diversas atrocidades que o ser humano é capaz de realizar e também o quanto que nós vivemos de uma forma hipócrita, errada e com quase total desconhecimento de como viver dignamente, harmonicamente com as outras pessoas e de forma coletiva; ele mostra o quanto podemos ser egoístas e até cruéis quando nossas vidas são postas em jogo e até o prazer que as pessoas têm de fazer coisas que normalmente são proibidas, como matar e estuprar. GANTZ é arte.




Anime é isso; é só imaginar um seriado de TV com uma história complexa em que os personagens são interpretados por pessoas e não por “desenhos”. Então é isso, a diferença entre animes e seriados que muitas pessoas adoram é esta, mas têm outras, como por exemplo, o fato de existir mais animes inteligentes e interessantes do que seriados de TV. 







sábado, 25 de dezembro de 2010

Quem pode ter você para sempre?

Já foi lançada a hipótese de que estamos neste mundo para aprendermos a viver no próximo. Quem não aprender a viver estará condenado a ir para um mundo cheio de dor e sofrimento eternos. Quem aprende a viver bem e a lidar com os outros seres a sua volta terá uma vida magnífica em um mundo perfeito, bonito e onde todos vivem em harmonia e com amor uns pelos outros. Será que devemos mesmo nos conformar em ter uma vida cheia de dor e sofrimento aqui na terra e esperar até que chegue o dia da nossa morte? Acho que não; nossa vida é um presente que deve ser aproveitado todos os dias e, claro, usando o bom senso, com uma ótima noção do que é certo e errado. Mas o que é certo e errado? Isso é muito relativo: depende da época, do mundo, do país e da cultura onde se vive.

O que é certo e errado é tão relativo que até a bíblia pode estar quase toda errada baseando-se nesta simples idéia. A bíblia é um livro que reflete as idéias e costumes de um povo em determinado tempo. Ela é o resultado da união de informações de diversas pessoas que viviam em épocas diferentes; em que as pessoas viviam de uma forma bem diferente da nossa. Portanto, essas duas informações já são suficientes para que a bíblia não tenha tanta credibilidade para que nós devamos seguir a risca tudo o que está escrito nela. O que mais vale é a interpretação de tudo que é lido nela e aí está um grande problema: ela está aberta a várias interpretações diferentes.

A bíblia foi só um exemplo...

Pensando em todas as dificuldades que já passei em tudo de ruim que já me fizeram passar e nas pessoas que têm quase tudo que quiserem de forma extremamente fácil me faz concluir o quanto que este mundo é injusto, cruel e complicado. Mas, com tudo isso, eu aprendi muitas coisas. Eu sou o que sou hoje, em parte, por ter sofrido o que sofri e vivido o que vivi.

Não gosto e nem aceito o fato de estarmos aqui neste mundo sofrendo e que um dia teremos a vida eterna em um mundo ou no outro. Eu quero ser feliz agora; quero ter uma família completa, um bom lar, um carro, realização profissional e todo o conforto que meu esforço me permitir.

Antes de ontem foi aquele dia, não foi tão ruim quanto eu presumia que fosse; de qualquer forma foi ruim. Acho que esse dia deve ser considerado importante e merecedor de que seja feito algo especial.

Dia vinte e dois de dezembro deste ano foi o último dia que eu pude tomar aquelas atitudes. Dia vinte e três em diante, deverei ser mais fechado e inacessível; devo ser mais seletivo. Tem um amigo que me diz que já sou assim: fechado, que não deixa muito as pessoas se aproximarem; outras pessoas me dizem que sou arrogante, um pouco antipático, um pouco grosseiro; já outras me acham gentil, responsável simpático e tímido.

A verdade é que não somos aquilo que falam como somos. Em cada lugar, para cada pessoa, somos alguém diferente; enxergam-nos de forma diferente. Dessa forma, existe um Glayson Sombra do trabalho, da faculdade, de casa, o do bairro, o dos amigos e o dos ficas e namoros. Sou várias pessoas e todas elas são uma só, na verdade. Não sou dissimulado, falso ou coisa assim, simplesmente é natural que as pessoas nos caracterizem de formas diferentes. Eu também tenho a minha opinião em relação a mim mesmo, mas tenho certeza que não é a mais certa. Seria maravilhoso se eu pudesse, durante ao menos uma semana, poder observar a mim mesmo; depois disso, eu tenho certeza que eu tentaria mudar algumas coisas, pois não me acho perfeito.

Um dos maiores erros das pessoas é achar que é certo quase tudo aquilo que elas fazem, mas nós, que estamos a observá-la, vendo aquilo que elas fazem ou fizeram e achamos, segundo nosso bom senso, aquilo errado. Isso me parece tão complicado, faz parecer que ninguém está totalmente certo ou errado e que isso é impossível de acontecer.


Antes de ontem fiquei em casa até 15h40min e fui assistir “Narnia” na sessão de 15h45min; cheguei 15h53min, mas ainda assim entrei e o filme tinha só começado. Fui sozinho, pois não deu para ninguém ir comigo e outra parte não quis ir mesmo. Depois do filme, encontrei com um provável amigo e conversamos. Depois fui para casa e mais tarde, umas 00h, fui ao Habib’s comer algo, pois fui fazer minha janta e minha mãe não tinha comprado nada pra comer; só tinha panetone. E assim o dia “especial” acabou e eu fiquei assistindo e baixando anime até 03h da manha de sexta-feira. Ainda consigo fazer que esse dia seja especial.

Hoje é um dia mais que especial. Eu penso assim: se as pessoas esquecem e nem levam muito em consideração o dia de um amigo ou um parente, quanto mais ele que o acham distante, surreal ou até ausente? Fico vendo em todos os lugares uns desejando aos outros “Feliz Natal!” e pouco lembram o que representa tal data. É nada mais nada menos que o dia da única pessoa perfeita que nasceu neste mundo; da pessoa que veio aqui nos mostrar o caminho certo a ser seguido e nos propor o livre arbítrio para decidir por sim ou não segui-lo. É alguém tão importante e que representa algo tão grande e simples de ser entendido, que muitas pessoas se limitaram em venerá-lo e a colocá-lo em um altar, distante e inalcançável. Eles não entenderam que “ele está no meio de nós” e em nós; basta olhar qualquer pessoa e ser gentil e amorosa com ela que você estará mais perto dele. Ele mostrou que o amor, que gera gentileza, união, solidariedade (dentre outras coisas) é capaz de nos conduzir, todos juntos, a um caminho de muita felicidade, para todos. Ele é simplesmente incrível. 
Feliz aniversário, meu grande amigo, e me desculpe por eu ser só mais um que não te deu atenção suficiente este ano. Eu sou só mais um humano que ainda não aprendeu a viver e ainda vou sofrer por isso e por todos que também não aprenderam ainda. Você é tão magnífico que é capaz de amar a todos nós. Será que você entende a todos nós? Entende por que fazemos tantas atrocidades? Não sou capaz de entender nem com quem convivo durante toda a aminha vida. Obrigado por ter nascido e pelas mensagens que nos deu, mostrando o que você representa e se fez exemplo de como devemos viver, mas nós não fomos capazes de te “imitar”. Um dia ainda vou entender por que existe neste planeta um ser vivo chamado cientificamente  de Homo sapiens.